[ENTREVISTA] Por Uma Boa Leitura


08/2014

1) Como decidiu que queria ser escritor? Como foi o apoio da família neste momento?

O contato com os livros foi a parte mais importante. Antes mesmo de saber ler, eu vivia rodeado por livros, já que minha mãe e minha tia eram professoras, assim sempre havia um volume aberto à mesa. Quando comecei a ler, percebi imediatamente que entrar num mundo através de um livro era a coisa mais mágica que poderia experimentar. Passei, então, a colocar as minhas próprias ideias no papel e, com 6 anos, já sabia que a atividade que mais me realizava era escrever. Dessa forma, a família me deu apoio e incentivo ao longo de todos esses anos, chegando até mesmo a me acompanhar em reuniões com editores.


2) Quais são as suas inspirações literárias?

Sou viciado em terror e suspense, mas também adoro romance e até mesmo comédia. Minhas inspirações são muitas: R. L. Stine, H. P. Lovecraft, Neil Gaiman, John Bellairs, Marian Keyes, Terry Pratchett, Diana Wynne Jones e, claro, J. K. Rowling — sou fanático por Harry Potter, assim como outras séries: Alex Rider, Desventuras em Série, A Saga de Darren Shan e, principalmente, As Crônicas de Nárnia. Minha autora nacional favorita é Clarice Lispector, e posso afirmar que minha visão de mundo foi completamente alterada após conhecê-la.


3) O que o leitor pode esperar de O Pentagrama?

Trata-se de uma história dinâmica e repleta de suspense. Há romance, intrigas, segredos e traições, além de perigo constante. É uma corrida frenética até o momento em que todas as peças se encaixam, mas não para por aí. Quando o leitor pensa que é o fim, ainda há o clímax do clímax.


4) Os personagens foram inspirados em pessoas ao seu redor?

Sim. Não apenas os personagens, como algumas situações. Duas grandes amigas foram inspirações para personagens centrais, inclusive comento isso nos Agradecimentos.


5) O Pentagrama é um romance, mas com toques de terror. O que foi mais difícil escrever? As cenas de romance ou a parte do terror?

Algo com que sempre me preocupei foi o equilíbrio. Conheço pessoas que não curtem terror, pois têm medo; outras não leem romance, porque consideram “água com açúcar”. Foi então que comecei a focar em quem gosta do mesmo que eu: a mistura dos dois. O sensual e o assustador, a paixão e o medo. Ver que existe uma gama de leitores que gosta dessa mistura me deu confiança para escrever livremente os dois gêneros, num livro só. Admito que senti um pouco mais de dificuldade com o terror, já que costumo exagerar (risada maléfica). Mas todo aquele que adora um romance sobrenatural vai encontrar boas doses de ambos em “O Pentagrama”.


6) Você é formado em Inglês e Italiano. Pensa em traduzir o seu livro para estas línguas?  

Além disso, sou estudante de Tradução. Gosto muito dessa arte de traduzir, e tenho sim intenção de disponibilizar o livro em inglês e italiano. No entanto, tenho ciência de que não sou a melhor pessoa para fazê-lo, justamente por ser tão crítico quanto ao meu próprio trabalho. Gostaria que diferentes profissionais o traduzissem.


7) Qual é a maior dificuldade do autor nacional hoje em dia?

Definitivamente, a divulgação. Mesmo aqueles que conseguem ser publicados por grandes casas editoriais — tendo que bancar publicação ou não —, muitas vezes terminam com centenas de exemplares encostados, porque não há a divulgação necessária.


8) Como você trabalha a divulgação do seu livro? 

Meus maiores aliados são os blogueiros. Tenho amizade com vários leitores que mantém blogs literários, e estes sim estão interessados na qualidade da literatura. Administro um blog pessoal, um blog do livro e uma página no Facebook, e participo de eventos, como por exemplo, a Bienal. Assim mantenho meu trabalho em circulação e conheço cada vez mais o meu público.


9) Qual é a sensação de ter o seu livro publicado? Quanto tempo demorou para escrevê-lo?

Sinceramente, de grande alívio. Tudo começou em 2005, como uma brincadeira entre amigos. Eu escrevia um capítulo por dia e minha amiga também, e líamos os livros um do outro. A história ganhou vida própria e, mesmo após o término da brincadeira, continuei a escrevê-lo e a planejar a história. Somente 5 anos depois, em 2010, finalizei a escrita, e comecei a correr atrás de publicação. De lá para cá, foi revisão atrás de revisão, contato com diversas editoras e inúmeras tentativas. Por isso, é com muito orgulho e verdadeiro alívio, que compartilho o fruto de quase 10 anos de sonhos e dedicação.


10) Deixe uma mensagem para os nossos leitores.

Agradeço a você, que está lendo esta entrevista, e deixo aqui o convite para que conheça “O Pentagrama”. Boa leitura!


Entrevista por Kel Araujo